quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Teste e avaliação da Nike CTR360 Trequartista 3





Sempre que via os modelos de solado AG das fabricantes, ficava tentado a comprar uma chuteira desse tipo para teste.

Em agosto de 2012 comprei uma Nike CTR360 Trequartista 3. O custo foi de 85 dólares, algo em torno de 170 reais à época.



Atualmente moro numa cidade do estado do Pará onde os campos, à exceção do sintético no qual jogo diariamente, não são lá aqueles tapetes. Fui convidado para jogar a segunda divisão do campeonato municipal e achei ridículo entrar em campo com uma chuteira para society.

Além disso, passei uma temporada de 6 meses no Espírito Santo onde joguei todo sábado e domingo por uma equipe que também não tinha um campo "plenamente gramado".

Dito isso, posso garantir ao leitor que esse chuteira foi uma das melhores compras que já fiz, não fosse o fato de haver sido roubada com o outro modelo FG.

Apesar disso, acho relevante postar essa avaliação, mesmo não sendo mais dono do modelo, para que possamos discutir, não sobre a qualidade da chuteira em si, mas sobre se é válido, ou não, usar o modelo de solado AG em campos "pouco providos de grama".

Primeiro, temos que levar em consideração que o atual modelo AG fabricado pela Nike não vai te servir para jogar na maioria dos campos de grama sintética brasileiros.


Digo isso simplesmente pelo fato de os donos de campo society terem uma visão errônea sobre esse tipo de travas. A meu ver, o solado com modelo AG é perfeitamente apropriado para todo o campo com grama sintética, não importando o seu tamanho. O pretexto que eles usam é que, como o solado AG não é feito em látex, a grama perderia a garantia, e/ou que as travas estragariam o gramado.

Ora, será que a Nike, com toda pesquisa e tecnologia que emprega na fabricação de seus calçados faria uma chuteira que acabasse com os campos para os quais foi designada? Acho improvável.

Então, para quê eu usaria o modelo de solado AG?
A resposta é simples se você tem o costume de jogar todo fim de semana em campos onde a grama é rala, ou se você joga com chuteira society em campo de grama natural.


Vamos analisar os dois casos. Os campos de interior da maioria das cidades brasileiras recebem pouca manutenção, o que causa um desaparecimento da grama, principalmente na porção central, justamente onde a maior parte do jogo se desenrola, e onde fico mais diretamente envolvido.
Para esse tipo de campo, tive problemas usando o solado FG. Como as travas são mais altas, os pontos de pressão onde elas se localizam ficam muito mais evidentes, e fazem seu pé sofrer. Bolhas e hematomas podem ser causados por isso. Como as travas do modelo AG são menores e em maior número, essa pressão causada pelas travas é dispersada, e o incômodo causado é zero.

Outro caso é o dos campos society com grama natural. Como são menores, e o jogo requer uma movimentação mais intensa, o uso de chuteiras FG nesse tipo de gramado pode ser prejudicial. Como as travas FG, mesmo redondas, tendem a gerar maior tração, mudanças bruscas de direção podem gerar lesões, como entorses de tornozelo, por exemplo.
Já as chuteiras society, se a grama não for cortada bem baixa, tendem a deslizar nesse tipo de grama, causando quedas que podem ser bastante graves.
O modelo de travas AG é ideal para esse tipo de gramado porque não prende tanto o pé no gramado, nem deixa com que o jogador deslize; ou seja, fornece a tração e estabilidade necessárias.

Sinceramente, como já tenho 36 e não sou mais um garoto, o modelo AG se encaixa perfeitamente nas minhas necessidades. Joelho e tornozelo agradecem!
O veredito final sobre o solado AG é o seguinte: se você sempre quis, mas nunca teve coragem de comprar uma chuteira com esse solado, eu recomendo.


Agora vamos falar dos benefícios, além do solado, que a Nike CTR360 Trequartista 3 oferece.

Assim como a Trequartista 1, a Trequartista 3 não é o modelo topo de linha, mas o preço e a qualidade da chuteira compensam a compra, muito mais do que a Trequartista 1.


Feita de KangaLite, ela é uma das chuteiras mais confortáveis que já usei, exceção feita ao quesito ajuste ao pé. Geralmente uso chuteiras tamanho US 9,5 e a Trequartista 3 ficou apertada no meu pé. Resolvi o problema retirando a palmilha. Ganhei um ajuste perfeito, mas perdi em conforto. Mesmo assim, fiquei satisfeito e, quando for comprar uma nova Trequartista 3, comprarei no tamanho US 10.

Outro ponto forte do modelo é que o KangaLite pouco cede, mantendo o ajuste após várias sessões de uso.


Ao contrário da Trequartista 1, a Trequartista 3 não tem problemas em relação ao peso, que você começa a sentir principalmente em condições de chuva, pois como a Trequartista 3 é feita em KangaLite ela não absorve quase nenhuma água.


Assim como a Trequartista 1, a Trequartista 3 tem os pads para controle que, na minha opinião, servem para uma maior proteção do que propriamente para controle. Você quase não vê diferença entre controlar, ou chutar, uma bola com ou sem os pads.


Sobre a durabilidade a avaliação fica um pouco prejudicada, pois a chuteira me foi roubada.

Pontuação por quesito:
Conforto ........... 9 (de 10)
Proteção ........... 7 (de 10)
Durabilidade ...... - (de 10)
Valor ................ 9 (de 10)
Performance ..... 9 (de 10)
Tecnologia ........ 8 (de 10)
Peso ................. 9 (de 10)
Total ............... 51 (de 60)

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